Profetas da selva: diário de visitas às aldeias (2)

20 de março de 2016
Voltamos para Guyrapa, Junior e eu. Chegamos por volta das 10h da manhã.

Tivemos um encontro na Opy em que integrantes do projeto beija flor exibiram um vídeo produzido durante os 1ºs jogos indígenas, que aconteceram em dezembro de 2015. Estavam conosco jovens aprendizes do projeto Jovens guerreiros, sediado no beija-flor.

Dividimo-nos em grupos, e a dual ficou responsável de ir para a mata para apanhar lenha, junto com alguns xondaro. Depois que voltamos, integramos o grupo que plantava algumas mudas de bananeiras, jabuticabeiras, pés de cajá-manga e outras árvores frutíferas. Ajudamos no plantio e fomos almoçar. Hoje as mulheres ficaram responsáveis pelo fogo. Fizeram um refogado de carne moída com legumes, arroz, feijão e macarrão.

Depois do almoço fomos à aldeia krukutu por barco. Atravessamos a represa e chegamos à aldeia, que tem cerca de 300 habitantes (Guyrapa é bem menor, com cerca de 50 pessoas). Os xondaro iam jogar futebol (o futebol é uma paixão entre eles, e krukutu tem um campo).
Krukutu é uma aldeia mais antiga. Tem uma estrutura bem semelhante à Guyrapa, mas bem maior. Mas aqui tem 2 escolas, uma municipal e uma estadual, bilíngues (português e Guarani).

Fomos visitar as Opy (krukutu tem duas, uma pequena e uma bem maior). Chegando na Opy grande, encontramos com o Xamõi Aparício, que ali estava, e nos contou um pouco sobre como tinha chegado ali na aldeia, como vinha sendo a rotina da casa sagrada e conversamos mais sobre a religião Guarani. Aparício tem um discurso que lembra um pouco a perspectiva jesuíta. falou coisas interessantíssimas. Aqui na Opy, bem parecida com a de Guyrapa. no entanto, a exceção daquela, tem uma estrutura de madeira que lembra uma cruz com um arco entre as pontas horizontais, e penas amarelas sobre este arco. A sua frente tem uma espécie de incensário suspenso por duas forquilhas altas. Como não se pode fotografar dentro da casa sagrada, desenhei.

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Voltamos de krukutu para Guyrapa de barco e fomos embora.

O espetáculo Profetas da Selva, bem como atividades referentes a ele, foi aprovado no Edital PROAC nº 04/2015 – Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

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