Por que PEDRAS MOVEDIÇAS?

Localizado na Califórnia (EUA), o Vale da Morte é uma depressão no norte deserto de Monjave. É ali que geralmente são registradas as temperaturas mais altas do continente americano, ultrapassando os 50ºC. Além disso, o Vale da Morte é o ponto mais baixo dos Estados Unidos, estando 86 metros abaixo do nível do mar.

Existe um vale nos Estados Unidos no qual acontece um fenômeno climático que faz com que grandes pedras se movam sozinhas. Além disso, o Vale da Morte chama a atenção por causa de um estranho fenômeno, que continua intrigando muitos pesquisadores até hoje: as pedras que se movem sozinhas deixam, por onde passam, um rastro no solo arenoso.

Ninguém nunca viu essas pedras se mexerem, mas além das trilhas deixadas pelo seu movimento, elas mudam de posição ao longo do tempo.

As pedras variam muito de tamanho e peso, podendo atingir mais de 300 kg. Elas apresentam movimentos variados, e podem alcançar uma distância de centenas de metros. Para aumentar o mistério, algumas poucas pedras permanecem completamente  imóveis.



 

Não há nenhuma evidência de que humanos tenham empurrado as pedras (não há qualquer vestígio de pegadas no solo). Desde meados do século passado, diversos estudos já foram realizados e inúmeras hipóteses já foram levantadas: campos magnéticos, ação dos ventos, correntes de água, atividade  sísmica, entre outras, e a maioria dos pesquisadores acredita que durante o inverno forma-se gelo no solo e ao redor das rochas, permitindo-lhes deslizar sobre a superfície do deserto. Contudo, durante o verão as pedras continuam apresentando o mesmo  comportamento e, se deslizassem por uma superfície congelada, não deixaria marcas tão visíveis no solo.


A metáfora das grandes pedras movediças do vale da morte norteia uma sugestão para compreender a história. 


A história não é um aglomerado de camadas sedimentadas, acumuladas ao longo do tempo, passivamente. Não é algo que versa sobre um passado inerte ou estéril. A história é um veículo de propagação do passado no presente, um Trânsito entre Passado, presente e futuro.


Nesse sentido, não consideramos apenas uma perspectiva cronológica.  

É preciso ir alem da concepção da história como uma linha do tempo na qual podemos dispor eventos que têm início e fim definidos. os fenômenos se interpõem e se entrecortam, atuando uns nos outros. 

Neste sentido, o passado é permanentemente refeito, resgatado de onde está para existir novamente.


Ao invés de um sistema linear, propomos pensar a história como um sistema tridimensional no qual os fenômenos históricos contêm vetores que atuam constantemente, transformam-se e transformam uns aos outros, e que poderiam ser definidos por imagens dinâmicas. 


“O passado não era apenas algo morto a ser dissecado pela análise crítica, mas algo vivo e ainda presente na realidade do dia a dia.”


Costa, Emilia viotti da. Da senzala à colônia. São Paulo: editora unesp, 2010


Tudo se move, perenemente. A história dança conosco, como se bailássemos entre cânions formados por imensas pedras movediças.

Pedras que andam 
Não há nenhuma evidência de que humanos tenham empurrado as pedras (se não haveria pegadas ou alguém já teria visto). Desde meados do século passado, diversos estudos já foram realizados e inúmeras hipóteses já foram levantadas: campos magnéticos, ação dos ventos, correntes de água, atividade sísmica, entre outras.
Embora essa não seja uma resposta definitiva para o mistério no Vale da Morte, a maioria dos pesquisadores acredita que durante o inverno forma-se gelo ao redor das rochas e no solo, permitindo-lhes deslizar sobre a superfície do deserto. Contudo, durante o verão (as altas temperaturas já teriam derretido todo o gelo) as pedras continuam apresentando omesmo comportamento. Além disso, se elas deslizassem por uma superfície congelada, não deixaria marcas tão visíveis no solo.

 pedras movediças 01

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